contato@carlosterra.com.br
hepatite

Hepatites

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus, por uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

De um ponto de vista evolutivo as hepatites podem ser classificadas em:

  1. Hepatites agudas: são aquelas em que os pacientes costumam se recuperar em aproximadamente 4 a 8 semanas, na maioria das vezes sem qualquer tratamento. Casos mais prolongados podem demorar até 6 meses para a completa reversão do quadro. Sintomas típicos, quando ocorrem, incluem cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjôo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Embora tenha um curso habitualmente benigno, uma minoria de pacientes pode desenvolver insuficiência hepática aguda grave que pode ser fatal na ausência de um transplante de fígado realizado em caráter de urgência.
  2. Hepatites crônicas: por definição a hepatite crónica é definida como uma inflamação do fígado que dura mais de 6 meses. Embora muito menos frequente que a hepatite aguda, a hepatite crônica pode transcorrer durante décadas sem produzir qualquer sintoma. A lesão hepática vai se desenvolvendo ao longo dos anos de maneira silenciosa podendo ocasionar cirrose e todas as suas complicações.

Os vírus são os agentes mais comumente associados a quadros de hepatite principalmente os vírus das hepatites A (causador de hepatite aguda), B e C (ambos podendo determinar evolução para formas crônicas). Os vírus das hepatites D e E têm baixa incidência no Brasil, sendo mais frequentes em outros países.

A forma de contágio varia conforme o tipo de vírus. As hepatites dos tipos A e E são contraídas via oral e fecal, estando relacionadas a condições precárias de saneamento básico, má higiene pessoal e ingestão de alimentos contaminados. A transmissão das hepatites dos tipos B, C e D se dá por via sanguínea e as possíveis vias de contágio são transfusões sanguíneas realizadas antes de 1992 (época em que o sangue passou a ser testado de forma rotineira para a presença do vírus da hepatite C), compartilhamento de seringas, usuários de drogas ilícitas, relação sexual de risco,  além da gravidez, parto e amamentação quando a mãe infectada pode transmitir a doença ao bebê.

A transmissão por compartilhamento de lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam como tatuagens e piercings, é possível embora escassamente documentada.

O tratamento também varia de acordo com o tipo de hepatite. A detecção da doença em estágio inicial por exame de sangue é fator determinante para boa evolução clínica e cura do paciente.